quarta-feira, 30 de junho de 2010

Semana de Arte Moderna - 1922



Semana da arte moderna

O evento compreendeu três noitadas, ou “festivais”, com recitais, conferências, declamação de poemas e exposição de escultura e pintura. As récitas aconteceram no Teatro Municipal de São Paulo, entre 13, 15, 17 de fevereiro deste ano (1922), segunda, quarta e sexta-feira. Apesar de ter sido realizado em poucas noites, para um público relativamente reduzido, sua repercussão foi maior do que o esperado. Ao público, a emergência da nova estética se afigurou novidade. Mas ela vinha fermentada desde pelo menos 1917. O Modernismo foi uma bomba bem instalada.


Momento Histórico

Após os governos militares, e a “política dos governadores”, ou seja, os governadores apóiam o governo federal e este apóia os governos estaduais, aos poucos se formaram as oligarquias, onde, famílias ou grupos políticos que se perpetuam no poder. No cenário nacional os presidentes passam a ser eleitos ora por São Paulo ora por Minas Gerais, surgindo assim a “política do café com leite”.

Com a Primeira Guerra Mundial a cidade de São Paulo sofre um grande surto de industrialização, mas o governo federal marginaliza esse surto, dando apoio apenas para a produção e exportação do café.


A Realização do Evento

Com o sentido destruidor de um novo movimento chamado de Modernista, surgiram pequenas, porém valiosas informações sobre a realização de uma semana de arte, o jornal Correio paulistano noticiou a alguns dias a organização e relacionou prováveis participantes do evento.

Durante os primeiros dias de fevereiro, várias outras notícias criam de expectativa em torno do acontecimento; tal fato explica a enorme afluência de público ao primeiro espetáculo, na noite de 13 de fevereiro. Espalhadas no saguão do Teatro Municipal de São Paulo, várias pinturas e esculturas provocam reações de espanto e repúdio; os trabalhos mais visados são os de Victor Brecheret e Anita Malfatti.

O espetáculo de 13 de fevereiro(segunda-feira) foi aberto com a conferência de Graça Aranha, intitulada A Emoção Estética na Arte Moderna, acompanhada da música de Ernani Braga e da poesia de Ronald de Carvalho e de Guilherme de Almeida. A conferência de graça Aranha não chegou a causar espanto, ao contrário da música de Ernani Braga, que fazia uma sátira a Chopin – o que levaria a pianista Guiomar Novaes a protestar publicamente contra os organizadores da Semana. A noitada prosseguiu com a conferência A Pintura e a Escultura Moderna no Brasil, de Ronald de Carvalho, três solos de piano de Ernani Braga e três danças africanas de Villa-Lobos.

O segundo espetáculo, em 15 de fevereiro(quarta-feira), anunciava como grande atração a pianista Guiomar Novaes, que, apesar do protesto, compareceu e se apresentou. Entretanto, a “atração” foi uma conferência de Menotti del Picchia sobre arte e estética, ilustrada com a leitura de textos de Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Plínio Salgado, entre outros; a cada leitura, o público se manifestava através de miados e latidos. Ronald de Carvalho lê “Os sapos”, de Manuel Bandeira, numa crítica aberta ao modelo parnasiano; o público faz coro, ironizado o refrão “foi! Não foi! foi!...”.Durante o intervalo, Mário de Andrade lê, das escadarias do teatro, trechos de A escrava que não é Isaura. Sobre o episódio, assim se manifestou, mais tarde, Mário de Andrade:

“Mas como tive coragem pra dizer versos diante duma vaia tão barulhenta que eu não escutava no palco o que Paulo Prado me gritava da primeira fila das poltronas?... Como pude fazer uma conferência sobre as artes plásticas, na escadaria do Teatro, cercado de anônimos que me caçoavam e ofendiam a valer?...”

Na última sexta-feira dia 17 de fevereiro, realizou-se o “terceiro e último grande festival” da Semana de Arte Moderna, com a apresentação de músicas de Villa-Lobos. O público já não lotava o teatro e comportava-se mais respeitosamente. Exceto quando o maestro Villa-Lobos entra em cena de casaca e... chinelos; o público interpreta a atitude como futurista, e vaia. Após o festival o maestro explica que não se trata de futurismo e sim de calo arruinado...




Leandro Nº19, Marcelo Nº21, Roger Nº32.





O modernismo brasileiro é um novo e amplo movimento cultural que está repercutindo fortemente sobre a cena artística e a sociedade brasileira sobretudo no campo da literatura e das artes plásticas.

Como resultado, em grande parte, da assimilação de tendências culturais e artísticas lançadas pelas vanguardas européias e tendo como exemplo do Cubismo e do Futurismo, refletindo, então, na procura da abolição de todas as regras anteriores e a procura da novidade e da velocidade Contudo, pode-se dizer que a assimilação dessas idéias européias deu-se de forma seletiva, rearranjando elementos artísticos de modo a ajustá-los às singularidades culturais brasileiras.

A Semana está ocorrendo desde o dia 13 ate o dia 18 de fevereiro, no Teatro Municipal de São Paulo, com participação de artistas de São Paulo e do Rio de Janeiro. O evento conta com apresentação de conferências, leitura de poemas, dança e música. O Grupo dos Cinco, integrado pelas pintoras Tarsila do Amaral e Anita Malfatti e pelos escritores Mário de Andrade, Oswald de Andrade e Menotti Del Picchia, lidera o movimento que conta com a participação de dezenas de intelectuais e artistas, como Manuel Bandeira, Di Cavalcanti, Graça Aranha, Guilherme de Almeida, entre muitos outros.




Menotti del Picchia, Paisagem


No dia 13, A Semana de Arte Moderna foi inaugurada no Teatro Municipal de São Paulo com palestra do escritor Graça Aranha, ilustrada por comentários musicais e poemas de Guilherme de Almeida. O primeiro dia corre sem tropeços. Depois da longa e erudita fala de Aranha, um conjunto de câmara ocupa o palco para executar obras de Villa-Lobos. Após o intervalo, Ronald de Carvalho discursa sobre pintura e escultura modernas. A platéia começa a se manifestar. Diante dos zurros do público, Ronald de Carvalho devolve: "Cada um fala com a voz que Deus lhe deu."
O "gran finale" surge na forma de um recital de música comandado pelo maestro Ernani Braga.

No dia 15 A noite que celebrizou a semana começa com um discurso de Menotti del Picchia sobre romancistas contemporâneos, acompanhado por leitura de poesias e números de dança. É aplaudido. Mas, quando foi anunciado Oswald de Andrade, começaram as vaias e insultos na platéia, que só param quando sobe ao palco a aclamada pianista Guiomar Novaes.

Já no dia 17 a última noite da programação, que é totalmente dedicada à música de Villa-Lobos, recebeu vaias que continuaram até que a maioria pediu silêncio para ouvir Villa-Lobos. Os instrumentistas tentaram executar as peças incluídas no programa apesar do barulho feito pelos espectadores e levam o recital até o fim.


Estamos ansiosissímos para saber o que ainda tem por vir no último dia da Semana de Arte Moderna.



Gabriel nº11 Lucca nº20 Natali nº27


terça-feira, 29 de junho de 2010

VICTOR BRECHERET....






Esculturas exposta no saguão e corredores do Teatro Municipal de São Paulo, com inovações na escultura brasileira, transformando-as ao níveis internacionais contemporâneos.



Brecheret fez enorme evoluções em suas obras, influenciado na arte escultórica européia da primeira década do século, enfatizando a temática nacional e a formação dos povos brasileiros, misturando índios, portugueses, e negros.




Obras como Monumento das Bandeiras, Fauno e O índio e a suaçuapara.


Não percam as obras de Victor Brecheret, o italiano mais brasileiro. Que revolucionou as esculturas e maquetes no Brasil.

Postado por: Thaiara Silveira n° 34


Sucessos de ontem e hoje

A Semana de 22, criada com o objetivo de mostrar as novas tendências artísticas que já vigoravam na Europa. Os artistas brasileiros buscavam uma identidade própria e a liberdade de expressão utilizando recursos como cores vivas, figuras deformadas, cubos e cenas sem lógica.

Não Percam!!!

“Hoje, 11 de Fevereiro, a Abertura da Semana de 22...”






Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Vicente do Rego Monteiro e muito mais...

Venham prestigiar os principais artistas modernistas expondo suas obras...

Apenas: 5$ 300 cadeiras
Local: Teatro Municipal de São Paulo

Confira a agenda dos shows no site: www.semanaam22.com

Allan 01 /Barone 04/Nicolas 28/Willian 38 3° C

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Quarta-feira de algazarras!

Com uma carreira sólida construída no exterior e famosa por interpretar obras de Chopin e Schumann, Guiomar Novaes antra no palco neste 15 de fevereiro para ser a grande atração da semana, sendo aplaudida por muitos e criticada por artistas que foram contra seu uso de intervalos do espetáculo para tocar alguns clássicos consagrados.
Mas, tem seu brilho tirado pela palestra de Menotti del Picchia sobre a arte estética, sendo então a grande atração da quarta-feira. Ele apresenta artistas de novos tempos e é recebido pelo público com vaias e barulhos diversos.
Mais tarde, Ronald de Carvalho entra e lê o poema de Manuel Bandeira, Os Sapos, e também é recebido com vaias, pois o poema contém uma grande crítica sobre o parnasianismo e seus adeptos.



E assim acaba a noite, a famosa quarta-feira de algazarras na semana de arte moderna.
Porém, acredito eu, que a quinta-feira será mais produtiva e com menos barulhos.






Isadora M. dos Santos, nº 15

sábado, 26 de junho de 2010

Música - Villa-Lobos

(Villa-Lobos)


Villa-Lobos é um dos mais ilustres participantes da Semana de 22.
Nasceu no Rio de Janeiro. Sua iniciação musical veio do pai,
Raul Villa-Lobos, que tocava violoncelo e clarineta.
Suas principais influências começam a ser Bach e também as rodas de música
em que acompanhava o pai, onde seresteiros e cantadores apresentavam a música
nordestina. O convívio com este tipo de música desperta em Heitor Villa-Lobos
o gosto pela arte popular, vivida com maior intensidade mais tarde.

Apresentará uma série de três espetáculos:
  • Dia 13: a "Segunda Sonata", o "Segundo Trio" e a "Valsa mística" (simples coletânea), o "Rondante" (simples coletânea), "A Fiandeira" e "Danças Africanas";
  • Dia 15: "O Ginete do Pierrozinho", "Festim Pagão", "Solidão", "Cascavel" e "Terceiro Quarteto";
  • Dia 17: "Terceiro Trio", "Historietas: a) Lune de Octobre, b)Voilà la Vie, c)Je Vis San Retard, Car vite s'écoule la vie", "Segunda Sonata", "Camponesa cantadeira" (suíte floral), "Num Berço Encantado" (simples coletânaea),"Dança Infernal" e "Quatuor" (com coro feminino).
Além de Villa Lobos, teremos mais atrações musicais:
Dia 13 de Fevereiro - 2ª Feira: Villa-Lobos
Dia 15 de Fevereiro - 4ª Feira: Guiomar Novaes
Dia 17 de Fevereiro - 6ª Feira: Villa-Lobos


"Não escrevo dissonante para ser moderno. De maneira nenhuma.
O que escrevo é conseqüência cósmica dos estudos que fiz,
da síntese a que cheguei para espelhar uma natureza como a do Brasil.
Prossegui, confrontando esses meus estudos com obras estrangeiras,
e procurei um ponto de apoio para firmar o personalismo e a
inalterabilidade das minhas idéias".

Heitor Villa-Lobos


Postado por Camila H., Nº 08

Tudo novo.

Tudo novo, essa é a expressão que define o evento.O antigo,o lírico e o arcaico ficam no passado para dar origem a uma nova forma de ver o mundo através da arte.

Cada dia da semana foi dedicado a um tema: pintura e escultura, poesia, literatura e música.

Anita Malfatti é uma das pintoras que faz parte dessa semana memorável, com 20 obras expostas que realmente traduzem o nome do evento (Semana de arte moderna) suas obras são diferentes,modernas,novas.Como o “O homem amarelo” uma de suas principais criações.


"O homem amarelo" de Anita Malfatti.

Além de Anita estavam presentes no primeiro dia outros nomes como Di Cavalcanti e Zina Aita.
O Teatro Municipal ainda contou com nomes como Mário de Andrade, Oswald de Andrade,e amanhã(dia 17 de fevereiro),ultimo dia de exposição terá a presença de Villa-Lobos e outros artistas.




Mário de Andrade (sentado), Anita Malfatti (sentada, ao centro) e Zina Aita (à esquerda de Anita).


Postado por: Guilherme Souza nº13 e Keith Maisa nº17


terça-feira, 22 de junho de 2010



ARTE MODERNA


Semana da Arte Moderna



A arte moderna surgiu no final do século passado em forma de pintura e escultura. Os primeiros pintores modernos, geralmente escolhiam cenas de paisagnes, pessoas humildes , entre outras. Os artistas modernos usam novas formas de expressão e, ára isso, utilizam cores vivas, figuras deformadas, cubos e cenas sem lógica. O marco inicial do movimento modernista brasileiro da Semana da Arte Moderna, foi em São Paulo. no Teatro Municipal em 1922.

Entre os escritores modernistas destacam-se mais: Oswald Andrade, Guilherme de Almeida, e Manuel Bandeira, Anita Malfatti ( obras influenciadas pelo cubismo, expressionismo e futurismo ), Di Cavalcanti, Heitor Villa-lobos...

Embora tenha sido alvo de muitas criticas, a Semana da Arte Moderna so foi adquirira importancia ao inseriri ideias ao longo do tempo. O modernismo começo a se estender através de pinturas, literatura, escultura e poesia.

Exemplos de literatura da arte moderna:* Arte egipticia - pinturas, templos. monimentos, esculturas e aspectos egipcia;

* Arte Rupestre - pinturas e em cavernas.

*Barrocos - artes plasticas, fases Artistica

*Classissido - valorizam a cultura greco-romana.

O evento marcou época ao apresentar novas ideias e conceitos artisticos, como poesia - através de declamações; as orquestras sinfonicas e a arte plastica.

Este evento da Semana de Arte Moderno, foram o marco mais caracterizado da presença entre nós, de uma nova concepção do fazer e compreender a obra de arte.

Postado por: Vanessa Tiemi Koike - nº37 3ºC


segunda-feira, 21 de junho de 2010

Começa a Semana de Arte Moderna!

A semana de Arte Moderna é realizada no Teatro Municipal de São Paulo, e conta com a participação de escritores, músicos, pintores. Os participantes desse movimento tem como principal objetivo a liberdade de criação e expressão, um anseio de independência, usando ironia, humor e utilizando expressões mais próximas do falar, afastando-se da literatura tradicional.

De acordo com o catálogo da mostra, participam da Semana os seguintes artistas:


Pinturas e desenhos: Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Zina Aita, Vicente do Rego Monteiro, Ferrignac, Yan de Almeida Prado, John Graz, Alberto Martins Ribeiro e Oswaldo Goeldi;

Projetos de arquitetura: Victor Brecheret, Hildegardo Leão Velloso e Wilhelm Haarberg, com esculturas; Antonio Garcia Moya e Georg Pr
zyrembel;

Escritores: Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Menotti del Picchia, Sérgio Milliet, Plínio Salgado, Ronald de Carvalho, Álvaro Moreira, Renato de Almeida, Ribeiro Couto e Guilherme de Almeida;

Música: Villa-Lobos, Guiomar Novais, Ernâni Braga e Frutuoso Viana.

Que começe a Semana de Arte Moderna!



Cartaz colocado na frente do teatro Municipal de São Paulo,
anunciando a Semana de Arte Moderna


Postado por Giovana;

quarta-feira, 16 de junho de 2010

E por falar em Modernidade na escola...

Quando se fala em arte, literatura, filosofia ou história, a "modernidade" esconde alguns sentidos diferentes, os quais não tem nada a ver com os tempos de História e nem aos pensamentos da Filosofia. Isso gera uma grande confusão quando falamos em Modernidade.

Modernismo na Filosofia é originado através da ascenção da burguesia; e quando é falado na História, relata o periodo das Grandes Navegações. Porém, já na Literatura, é o momento em que muitos artistas procuram escrever seus testos com nenhuma tradição anterior, ou seja, busca por uma arte se heranças do passado.

São incluídos o Simbolismo, Pré-Modernismo e o Modernismo, deixando o escritor visto como um incompreendido, pois não estavam mais seguindo o padrão que era utilizado.

A Modernidade tem como objetivo e caracteristica ser bem diversificada, acabar com aquele padrão de reflexo e diminuir as diferenças entre proximidade e distância. ela quer construir uma imagem do ser humano com sua jornada e descobertas pelo mundo. Ela procura se desligar do passado e do presente (que não se combinam mais), mas ao mesmo tempo conversando com o passado para construir um novo presente.

Por fim, a Modernidade pode ser vista como a Moda, que está sempre em busca de coisas novas, porém ainda é usado roupas do passado (antigas), dando a ideia de que ela quer mudanças, mas que precisa do passado para se tornar melhor!

Escrito por: Mayza Alves Ughetti Nº: 24 3º C

segunda-feira, 14 de junho de 2010

síntese sobre o modernismo para a prova

Referências históricas
• Início do século XX: apogeu da Belle Époque. O burguês comportado, tranqüilo, contando seu lucro. Capitalismo monetário. Industrialização e Neocolonialismo.
• Reivindicações de massa. Greves e turbulências sociais. Socialismo ameaça.
• Progresso científico: eletricidade. Motor a combustão: automóvel e avião.
• Concreto armado: “arranha-céu”. Telefone, telégrafo. Mundo da máquina, da informação, da velocidade.
• Primeira Guerra Mundial e Revolução Russa.
• Abolir todas as regras. O passado é responsável. O passado, sem perfil, impessoal. Eliminar o passado.
• Arte Moderna. Inquietação. Nada de modelos a seguir. Recomeçar. Rever. Reeducar. Chocar. Buscar o novo: multiplicidade e velocidade, originalidade e incompreensão, autenticidade e novidade.
• Vanguarda - estar à frente, repudiar o passado e sua arte. Abaixo o padrão cultural vigente.
Primeira fase Modernista no Brasil (1922-1930)
Caracteriza-se por ser uma tentativa de definir e marcar posições. Período rico em manifestos e revistas de vida efêmera.
Um mês depois da SAM, a política vive dois momentos importantes: eleições para Presidência da República e congresso (RJ) para fundação do Partido Comunista do Brasil. Ainda no campo da política, surge em 1926 o Partido Democrático que teve entre seus fundadores Mário de Andrade.
É a fase mais radical justamente em conseqüência da necessidade de definições e do rompimento de todas as estruturas do passado. Caráter anárquico e forte sentido destruidor.
Principais autores desta fase: Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Manuel Bandeira, Antônio de Alcântara Machado, Menotti del Picchia, Cassiano Ricardo, Guilherme de Almeida e Plínio Salgado.
Características
• busca do moderno, original e polêmico
• nacionalismo em suas múltiplas facetas
• volta às origens e valorização do índio verdadeiramente brasileiro
• “língua brasileira” - falada pelo povo nas ruas
• paródias - tentativa de repensar a história e a literatura brasileiras
A postura nacionalista apresenta-se em duas vertentes:
• nacionalismo crítico, consciente, de denúncia da realidade, identificado politicamente com as esquerdas.
• nacionalismo ufanista, utópico, exagerado, identificado com as correntes de extrema direita.
Manifestos e Revistas
Revista Klaxon — Mensário de Arte Moderna (1922-1923)
Recebe este nome, pois klaxon era o termo usado para designar a buzina externa dos automóveis. Primeiro periódico modernista, é conseqüência das agitações em torno da SAM. Inovadora em todos os sentidos: gráfico, existência de publicidade, oposição entre o velho e o novo.
“— Klaxon sabe que o progresso existe. Por isso, sem renegar o passado, caminha para diante, sempre, sempre.”
Manifesto da Poesia Pau-Brasil (1924-1925)
Escrito por Oswald e publicado inicialmente no Correioda Manhã. Em 1925, é publicado como abertura do livro de poesias Pau-Brasil de Oswald. Apresenta uma proposta de literatura vinculada à realidade brasileira, a partir de uma redescoberta do Brasil.
“— A poesia existe nos fatos. Os casebres de açafrão e de ocre nos verdes da Favela sob o azul cabralino, são fatos estéticos.”
“— A língua sem arcaísmos, sem erudição. Natural e neológica. A contribuição milionária de todos os erros. Como falamos. Como somos.”
A Revista (1925-1926)
Responsável pela divulgação dos ideais modernistas em MG. Teve apenas três números e contava com Drummond como um de seus redatores.
Verde-Amarelismo (1926-1929)
É uma resposta ao nacionalismo do Pau-Brasil. Grupo formado por Plínio Salgado, Menotti del Picchia, Guilherme de Almeida e Cassiano Ricardo. Criticavam o “nacionalismo afrancesado” de Oswald. Sua proposta era de um nacionalismo primitivista, ufanista, identificado com o fascismo, evoluindo para o Integralismo de Plínio Salgado (década de 30). Idolatria do tupi e a anta é eleita símbolo nacional. Em maio de 1929, o grupo verde-amarelista publica o manifesto “Nhengaçu Verde-Amarelo — Manifesto do Verde-Amarelismo ou da Escola da Anta”.
Manifesto Regionalista de 1926
1925 e 1930 é um período marcado pela difusão do Modernismo pelos estados brasileiros. Nesse sentido, o Centro Regionalista do Nordeste (Recife) busca desenvolver o sentimento de unidade do Nordeste nos novos moldes modernistas. Propõem trabalhar em favor dos interesses da região, além de promover conferências, exposições de arte, congressos etc. Para tanto, editaram uma revista. Vale ressaltar que o regionalismo nordestino conta com Graciliano Ramos, José Lins do Rego, José Américo de Almeida, Rachel de Queiroz, Jorge Amado e João Cabral - na 2ª fase modernista.
Revista Antropofagia (1928-1929)
Contou com duas fases (dentições): a primeira com 10 números (1928 e 1929) direção Antônio Alcântara Machado e gerência de Raul Bopp; a segunda foi publicada semanalmente em 16 números no jornal Diário de São Paulo (1929) e seu “açougueiro” (secretário) era Geraldo Ferraz. É uma nova etapa do nacionalismo Pau-Brasil e resposta ao grupo Verde-amarelismo. A origem do nome movimento esta na tela “Abaporu” de Tarsila do Amaral.
1ª fase - inicia-se com o polêmico manifesto de Oswald e conta com Alcântara Machado, Mário de Andrade (2º número publicou um capítulo de Macunaíma), Carlos Drummons (3º número publicou a poesia “No meio do vaminho”); além de desenhos de Tarsila, artigos em favor da língua tupi de Plínio Salgado e poesias de Guilherme de Almeida.
2ª fase - mais definida ideologicamente, com ruptura de Oswald e Mário de Andrade. Estão nessa segunda fase Oswald, Bopp, Geraldo Ferraz, Oswaldo Costa, Tarsila, Patrícia Galvão (Pagu). Os alvos das críticas (mordidas) são Mário de Andrade, Alcântara Machado, Graça Aranha, Guilherme de Almeida, Menotti del Picchia e Plínio Salgado.
“SÓ A ANTROPOFAGIA nos une, Socialmente. Economicamente. Filosoficamente. / Única lei do mundo. Expressão mascarada de todos os individualismos, de todos os coletivismos. De todas as religiões. / De todos os tratados de paz. / Tupi or not tupi, that is the question.” (Manifesto Antropófago)
“A nossa independência ainda não fo proclamada. Frase típica de D. João VI: — Meu filho, põe essa coroa na tua cabeça, antes que algum aventureiro o faça! Expulsamos a dinastia. É preciso expulsar o espírito bragantino, as ordenações e o rapé de Maria da Fonte.” (Revista de Antropofagia, nº 1)

Professor e aluno: proximidade também vitual

OLá, Queridos

Agora estamos mais próximos aqui também. Que possamos fazer deste espaço, um momento de expressão comunicativa, de conhecimento e aprendizagem mútua. Primeiramente, vocês postarão as atividades sobre o modernismo, depois outras virão. Segue na próxima postagem o resumo sobre modernismo
Grande abraço
Profa. Maria Luiza Wolk