O modernismo brasileiro é um novo e amplo movimento cultural que está repercutindo fortemente sobre a cena artística e a sociedade brasileira sobretudo no campo da literatura e das artes plásticas.
Como resultado, em grande parte, da assimilação de tendências culturais e artísticas lançadas pelas vanguardas européias e tendo como exemplo do Cubismo e do Futurismo, refletindo, então, na procura da abolição de todas as regras anteriores e a procura da novidade e da velocidade Contudo, pode-se dizer que a assimilação dessas idéias européias deu-se de forma seletiva, rearranjando elementos artísticos de modo a ajustá-los às singularidades culturais brasileiras.
A Semana está ocorrendo desde o dia 13 ate o dia 18 de fevereiro, no Teatro Municipal de São Paulo, com participação de artistas de São Paulo e do Rio de Janeiro. O evento conta com apresentação de conferências, leitura de poemas, dança e música. O Grupo dos Cinco, integrado pelas pintoras Tarsila do Amaral e Anita Malfatti e pelos escritores Mário de Andrade, Oswald de Andrade e Menotti Del Picchia, lidera o movimento que conta com a participação de dezenas de intelectuais e artistas, como Manuel Bandeira, Di Cavalcanti, Graça Aranha, Guilherme de Almeida, entre muitos outros.

No dia 13, A Semana de Arte Moderna foi inaugurada no Teatro Municipal de São Paulo com palestra do escritor Graça Aranha, ilustrada por comentários musicais e poemas de Guilherme de Almeida. O primeiro dia corre sem tropeços. Depois da longa e erudita fala de Aranha, um conjunto de câmara ocupa o palco para executar obras de Villa-Lobos. Após o intervalo, Ronald de Carvalho discursa sobre pintura e escultura modernas. A platéia começa a se manifestar. Diante dos zurros do público, Ronald de Carvalho devolve: "Cada um fala com a voz que Deus lhe deu."
O "gran finale" surge na forma de um recital de música comandado pelo maestro Ernani Braga.
No dia 15 A noite que celebrizou a semana começa com um discurso de Menotti del Picchia sobre romancistas contemporâneos, acompanhado por leitura de poesias e números de dança. É aplaudido. Mas, quando foi anunciado Oswald de Andrade, começaram as vaias e insultos na platéia, que só param quando sobe ao palco a aclamada pianista Guiomar Novaes.
Já no dia 17 a última noite da programação, que é totalmente dedicada à música de Villa-Lobos, recebeu vaias que continuaram até que a maioria pediu silêncio para ouvir Villa-Lobos. Os instrumentistas tentaram executar as peças incluídas no programa apesar do barulho feito pelos espectadores e levam o recital até o fim.
Estamos ansiosissímos para saber o que ainda tem por vir no último dia da Semana de Arte Moderna.
Gabriel nº11 Lucca nº20 Natali nº27
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